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sábado, 23 de janeiro de 2010

Conceito das Cores- Feng Shui

O que poderia ser mais simples ou óbvio do que as cores? O céu é azul. A grama é verde. O sangue é vermelho. O sol é amarelo. Nós vemos as cores como inerentes às coisas. O azul está no céu, o verde na grama, o vermelho no sangue e o amarelo no sol.

Mas, da mesma forma que a astronomia nos diz que a terra se move ao redor do sol, e não o sol ao redor da terra, a ciência cognitiva nos diz que as cores não existem no mundo externo. Nossos corpos e cérebros evoluíram para criar a cor.

A nossa experiência da cor é criada pela combinação de quatro fatores: comprimentos de onda da luz refletida, condições de iluminação e dois aspectos de nossos corpos: (1) os três tipos de cones coloridos em nossas retinas, que absorvem a luz de ondas longas, médias e curtas, e (2) o complexo circuito neurológico conectado a estes cones.

Aqui estão alguns fatos importantes para pensarmos: uma propriedade física da superfície de um objeto tem importância para a cor: seu reflexo, que é a porcentagem relativa de freqüência de luzes altas, médias ou pequenas que é refletido. Isto é uma constante. Mas o comprimento da onda de luz refletida por um objeto não é uma constante. Pegue uma banana. O comprimento da onda da luz vinda da banana depende da natureza da luz iluminando-a: tungstênio ou fluorescente, o sol em um dia claro ou nublado, a luz do alvorecer ou do fim do dia. Sob diferentes condições, os comprimentos de onda vindos da banana serão consideravelmente diferentes.

Outro ponto importante: a luz não é colorida. A luz visível é uma radiação eletromagnética, como as ondas de rádio, vibrando dentro de uma freqüência. Não é o tipo de coisa que pode ser colorida. Somente quando esta radiação eletromagnética infringe nossas retinas, nós somos capazes de ver. Vemos uma cor em particular quando as condições de luz no entorno estão corretas, quando a radiação em certa gama afeta nossas retinas e quando nossos cones coloridos absorvem a radiação, produzindo um sinal elétrico que é apropriadamente processado pelo circuito cerebral em nossos cérebros. A experiência qualitativa que isto produz em nós é que chamamos de “cor”.

Alguém pode supor que a cor é uma representação interna da realidade externa das propriedades de reflexão da superfície de um objeto. Se isto fosse verdade, as propriedades das cores e suas categorias seriam representações dos reflexos e de suas categorias. Mas isto não é verdade. Os conceitos de cores têm uma estrutura interna, com algumas delas sendo “focais”. A categoria vermelha, por exemplo, contêm um vermelho central tanto quanto um não-central e tons periféricos tais como vermelho púrpura, vermelho rosa e vermelho laranja. A estrutura periférica central das categorias é o resultado das curvas de respostas neurológicas para as cores em nossos cérebros. Os tons focais correspondem a freqüências de máximas respostas neurológicas. A estrutura interna das categorias das cores não está nas reflexões das superfícies. O mesmo é verdade com o relacionamento entre as cores. A oposição entre o vermelho e o verde ou o azul e o amarelo é um fato sobre nosso circuito cerebral, não sobre as propriedades de reflexão das superfícies. A cor não é apenas a representação interna dos reflexos externos. E também não é uma coisa ou uma substância dentro do mundo.

Para resumir: nossos conceitos de cores, suas estruturas internas e o relacionamento entre eles, estão intrinsecamente vinculados à nossa personificação. Eles são uma conseqüência de quatro fatores de interação: condições de iluminação, comprimento de onda da radiação eletromagnética, cones e processamento neural.

As cores, como nós as vemos, como o vermelho no sangue ou o azul no céu, não estão no sangue ou no céu. O céu não é nem mesmo um objeto. Ele não tem superfície para a cor estar. E sem uma superfície física, o céu não tem nem mesmo uma superfície reflexível para ser detectado como cor. O céu é azul porque a atmosfera transmite somente uma certa gama de comprimento de onda da luz vinda do sol, e estas ondas que ele transmite sobressaem mais do que as outras. O efeito é como uma lâmpada colorida que deixa somente algumas ondas saírem do vidro. Deste modo, o céu é azul por uma razão muito diferente do que uma pintura de céu azul. O que nós percebemos como azul não caracteriza uma “coisa” única no mundo.

As conseqüências filosóficas são imediatas. Desde que as cores não são coisas ou substâncias no mundo, o realismo metafísico falha. O significado da palavra vermelho não pode ser apenas a relação entre a palavra e alguma coisa no mundo (digamos, uma coleção de comprimento de onda da luz ou uma superfície reflexível). Uma teoria inadequada da estrutura conceitual do vermelho, incluindo uma explicação do motivo de ele ter a estrutura que tem (com vermelho focal, vermelho púrpura, vermelho laranja e assim por diante), não pode ser construída somente das propriedades espectrais das superfícies. Ela deve fazer referência aos cones coloridos e ao circuito neural. Desde que os cones e o circuito neural estão incorporados, as propriedades internas conceituais do vermelho são correspondências incorporadas.

Filosoficamente, a cor e os conceitos de cores fazem sentido somente em alguma coisa como a realidade incorporada, uma forma de interação que não é nem puramente objetiva nem subjetiva. A evolução tem trabalhado com limitações físicas: somente certa quantidade de comprimento de ondas da luz atravessa a atmosfera, somente certas químicas reagem com os comprimentos de onda pequenas, médias e longas e assim por diante. Nós evoluímos dentro destas limitações para ter os sistemas de cores que temos, o que nos permite funcionar bem no mundo. Plantar vida tem sido importante para nossa evolução, tanto quanto a habilidade para colocar em uma categoria as coisas que são verdes e possuem valores aparentes para a sobrevivência. O mesmo vale para o sangue e a cor vermelha, a água e a cor azul, e o sol e a lua e a cor amarela. Temos os conceitos de cores que possuímos por causa das limitações físicas que a evolução incorporou nos seres como um sistema de cores que os permitem viverem bem.

A cor faz mais do que apenas nos ajudar a reconhecer as coisas no mundo. Ela é um aspecto evoluído do cérebro que participa de muitas coisas em nossas vidas, culturais, estéticas e emocionais. Pensar sobre a cor como uma representação meramente interna da realidade externa das superfícies reflexíveis não é totalmente errada; mas perde sua maior função em nossas vidas.

Artigo traduzido do livro “Philosophy in the flesh – The embodied mind and its challenge to western thought”, George Lakoff and Mark Johnson. Basic Books, Nova Iorque, 1999. ISBN 0-465-05674-1

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Ponto de Equlibrio

Lar energizado, família fortalecida
Sempre que sente um desequilíbrio ameaçar a saúde e a harmonia familiar, a consultora de Feng Shui e designer Bibiana Teodori promove mudanças no seu apartamento. Casada há mais de 15 anos e mãe de dois filhos, ela garante: um pequeno detalhe pode salvar uma relação





Da Itália para o Brasil
Uma executiva italiana em ascensão, cercada por familiares e com um amor para toda a vida. Assim era o cotidiano de Bibiana Teodori até arriscar o que conhecia como felicidade por uma nova experiência, a ser construída ao lado do seu marido, que acabava de voltar para o Brasil. A mudança exigiu adaptações e trouxe aprendizados, o maior deles o próprio Feng Shui. Hoje consultora, designer, empresária e mãe de dois filhos, Bibiana orienta clientes e amigos com os estudos que a ajudaram a criar uma sólida estrutura familiar. "A vida de uma família é sempre cheia de desafios. Mas, todos os dias, lembro que estamos aqui unidos e assim vamos permanecer."





As paredes têm memórias
Você já parou para pensar por quantas situações diferentes viveu em sua casa? Pois saiba que as paredes também têm memórias. Pelo menos é o que defende os especialistas em, justamente, remover tais lembranças. "Os pensamentos negativos, as tristezas, as alegrias, tudo fica no ambiente e pode ser passado, inclusive, para os próximos moradores", acredita Bibiana. Uma alternativa é raspar a parede e depois pintá-la. Músicas, mantras e cantos gregorianos também se mostram eficientes.





ENFIM, O EQUILÍBRIO
O living, integrado à sala de jantar, abrange os guás dos Amigos, da Criatividade e uma parte do Trabalho. Sendo assim, a forma arredondada da mandala fortalece as relações de amizade e a luminária de metal, por exemplo, potencializa a criatividade. A área do Trabalho foi reforçada com o elemento Água, representado pelos vidros e espelhos. Mas Bibiana não privilegiou apenas os elementos referentes a cada guá, os demais também foram ativados com pinceladas de cores em busca de um equilíbrio total. Quanto às curas, a seta venenosa que apontava para a porta de entrada foi neutralizada com o pendente, desenvolvido pela própria consultora. A planta também foi colocada de forma estratégica para estabilizar esse espaço, antes ameaçado pelo sobe e desce do elevador
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TEXTO ADRIANA FRICELLI FOTOS SIDNEY DOLL ARTE RENATO M. RIBEIRO
Fonte:http://www.casaeambiente.com.br
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